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Brasil tem 4.195 mortes por covid em 24 horas e mantém escalada da pandemia

Brasil tem 4.195 mortes por covid em 24 horas e mantém escalada da pandemia

07/04/2021
Fonte: Rede Brasil Atual

Como 4.195 vítimas registradas oficialmente nesta terça-feira (6), o Brasil teve seu dia com mais mortos por covid desde o início da pandemia, em março de 2020. Apenas em São Paulo, foram mais de 1.300 mortes contabilizadas no período. Os dados, obtidos junto ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde, o Conass, aponta um totali de 336.947 vítimas do coronavírus, em números oficiais. A cada quatro pessoas que morreram hoje pela infecção em todo o mundo, uma delas era brasileira. Ou seja, 25% dos óbitos, apesar de o Brasil representar menos de 3% da população do planeta.

O país está muito “acima de todos’ os demais em número de mortes diárias causadas pelo coronavírus. A soma dos óbitos nos 10 países seguintes ao Brasil nesse índice não supera os números brasileiros. O Brasil caminha também para superar os Estados Unidos em mortes pela infecção em um período de 24 horas: 5.282 vítimas, registradas em 5 de fevereiro.

Epicentro

O número de infetados em 24 horas também deu um salto em relação ao registrado nos últimos dias. Foram 86.979 novos casos. Também desde o início da pandemia, já são 13.100.580 doentes, sempre em números oficiais, ou seja, sem contar a subnotificação, reconhecida até mesmo pelo governo de Jair Bolsonaro, principal responsável pela tragédia.

Desde o início de março, o Brasil é o epicentro da covid-19 no mundo. Enquanto a comunidade internacional vê o número de infectados e mortos sendo reduzidos, incluindo os norte-americanos, o caos se aprofunda em território nacional. A Organização Mundial da Saúde (OMS), classifica o Brasil como “um risco para o mundo”, já que o vírus circula sem controle no país, que tende a se transformar em um celeiro para novas variantes mais resistentes, transmissíveis e mortais da covid-19.

Alarmante

Hoje, o recém empossado ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, quarto a ocupar a pasta durante a pandemia, conversou com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom. “Começamos por como a situação é séria no Brasil, realmente alarmante”, relatou Tedros. Embora não tenha sido selado um compromisso do governo brasileiro em seguir as boas práticas científicas de combate à pandemia, o diálogo pode ser considerado um avanço. Até aqui, Bolsonaro vem rejeitando a OMS, chegando mesmo a atacar verbalmente o diretor-geral da instituição.

A posição de Bolsonaro contrário à OMS tem relação com sua postura diante da covid-19. Desde o início da pandemia, Bolsonaro minimizou a doença, chegou a dizer que não passava de “histeria da mídia” e de uma “gripezinha”. Desde então, o presidente seguiu com sua postura, promovendo aglomerações, ridicularizando o uso de máscaras e até mesmo atacando e divulgando desinformação sobre vacinas; outro ponto que mudou de postura com a pressão da realidade.