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60% dos brasileiros têm excesso de peso e obesidade cresce de forma expressiva

60% dos brasileiros têm excesso de peso e obesidade cresce de forma expressiva

05/02/2026
Fonte: Com informações Vigitel

Dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2024, divulgados pelo Ministério da Saúde, mostram que mais de 60% da população adulta brasileira está acima do peso, com indicadores de obesidade em acelerado crescimento. Os números foram apresentados no final de janeiro de 2026 e refletem o panorama de saúde no ano-base 2024.  

De acordo com o levantamento, realizado por meio de entrevistas telefônicas com residentes nas capitais e no Distrito Federal, 62,6% dos adultos apresentavam excesso de peso em 2024, valor muito superior aos 42,6% registrados em 2006. Nesse mesmo período, a obesidade dobrou, passando de 11,8% para 25,7% da população adulta.  

Além do excesso de peso e da obesidade, o Vigitel revela que outras condições crônicas também aumentaram ao longo dos anos: O diagnóstico médico de diabetes subiu de 5,5% em 2006 para 12,9% em 2024; A hipertensão arterial passou de 22,6% para 29,7% no mesmo intervalo.  

Esses indicadores mostram uma tendência de piora na saúde da população adulta, com reflexos diretos na qualidade de vida e na necessidade de cuidados preventivos e políticas públicas voltadas para a promoção de hábitos saudáveis.   Hábitos de vida e fatores de risco A pesquisa aponta que comportamentos que influenciam a saúde têm mudado ao longo dos anos. A pesquisa monitora fatores como alimentação, prática de atividade física, consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo — dados que ajudam a traçar um retrato mais amplo dos riscos à saúde da população.  

 O que é o Vigitel

O Vigitel é um inquérito anual realizado pelo Ministério da Saúde desde 2006 e considerado uma das principais fontes de informação sobre saúde pública no Brasil. A pesquisa coleta dados por telefone com adultos (18 anos ou mais) em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal para avaliar fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, diabetes e hipertensão.