Notícias
Brasil bate recorde na liberação de agrotóxicos e defensivos biológicos em 2025

Brasil bate recorde na liberação de agrotóxicos e defensivos biológicos em 2025

09/01/2026
Fonte: G1

O Brasil registrou em 2025 o maior número de liberações de agrotóxicos e defensivos biológicos da série histórica, segundo dados oficiais divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Foram 912 registros concedidos ao longo do ano, um aumento de mais de 37% em relação a 2024, quando já havia sido criado um recorde com 663 aprovações.  

De acordo com o relatório anual: O total de 912 registros inclui 323 produtos técnicos de uso industrial — matéria-prima para formulação de defensivos — e 589 produtos formulados destinados diretamente ao uso agrícola. Entre os produtos aprovados, 162 são defensivos biológicos — feitos a partir de organismos ou substâncias naturais e considerados de baixo risco ambiental e à saúde humana — o maior número já registrado no país, com crescimento de mais de 50% em comparação a 2024.  

O número recorde de liberações indica que o país ampliou a oferta de produtos químicos e biológicos que poderão ser utilizados na agricultura para controle de pragas, doenças e manejo fitossanitário. Entretanto, o governo ressalta que a aprovação desses registros não significa que todos os produtos serão necessariamente usados no campo — a aplicação depende de fatores como condições climáticas, pressões de pragas, práticas agrícolas e decisões dos produtores. O destaque entre os produtos liberados foi para os defensivos biológicos — também chamados de bioinsumos. Esses produtos são formulados com base em microrganismos, extratos vegetais ou compostos naturais, e têm papel crescente na agricultura sustentável.  

Embora os registros de agrotóxicos e defensivos biológicos tenham alcançado um nível histórico em 2025, a aprovação exige análises técnicas que envolvem diferentes órgãos federais, incluindo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que avaliam os aspectos de saúde e impacto ambiental antes da liberação final pelo Mapa.