O número de afastamentos do trabalho por problemas de saúde voltou a crescer no Brasil. Em 2025, o país concedeu mais de 4,1 milhões de benefícios por incapacidade temporária (auxílio-doença), atingindo o maior patamar dos últimos cinco anos, segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O aumento dos afastamentos reflete tanto o crescimento de casos de doenças quanto o maior volume de pedidos analisados e concedidos pelo órgão previdenciário. O benefício é pago aos trabalhadores que precisam se afastar por mais de 15 dias devido a problemas de saúde comprovados por perícia médica.
Principais causas dos afastamentos
Entre os motivos que mais levaram trabalhadores a solicitar o auxílio-doença estão: Problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão; Doenças osteomusculares, incluindo dores na coluna e lesões por esforço repetitivo; Complicações decorrentes de doenças crônicas. Especialistas apontam que fatores como sobrecarga de trabalho, pressão por resultados, condições inadequadas no ambiente profissional e reflexos prolongados da pandemia continuam impactando a saúde dos trabalhadores.
Impactos para trabalhadores e empresas
O crescimento no número de auxílios-doença traz consequências importantes: Para o trabalhador, significa perda temporária da capacidade de trabalho e, muitas vezes, redução da renda, já que o valor do benefício é calculado com base na média das contribuições; Para as empresas, aumenta a necessidade de substituições temporárias e reforça a importância de políticas de prevenção; Para o sistema previdenciário, representa maior pressão sobre os cofres públicos.
Como funciona o auxílio-doença O benefício é devido ao segurado do INSS que comprove incapacidade para o trabalho por meio de perícia médica. Nos primeiros 15 dias de afastamento, o pagamento é responsabilidade do empregador. A partir do 16º dia, o INSS assume o pagamento, desde que o benefício seja concedido. O pedido pode ser feito pelo aplicativo ou site do Meu INSS, onde o trabalhador também pode acompanhar o andamento da solicitação.
Alerta sobre prevenção O crescimento dos afastamentos reforça a necessidade de investimentos em saúde ocupacional e prevenção de doenças no ambiente de trabalho. Especialistas defendem que ações voltadas à saúde mental, ergonomia e organização das jornadas são fundamentais para reduzir o número de afastamentos e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.