A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta epidemiológico devido ao crescimento contínuo dos casos de sarampo nas Américas. Em 2025 foram registrados 14.891 casos em 13 países, um salto de quase 32 vezes em comparação com 2024. Nos primeiros meses de 2026 os casos seguem elevados, com 1.031 confirmados em várias nações — número cerca de 43 vezes maior do que no mesmo período de 2025. A maioria dessas infecções ocorreu em pessoas sem vacinação comprovada.
Embora o Brasil mantenha o status de país livre da transmissão endêmica do sarampo, a circulação da doença em países vizinhos e na América do Norte aumenta o risco de importação de casos.
Até o momento, o Brasil tem casos pontuais da doença, porém a transmissão sustentada ainda não foi estabelecida graças às ações de vigilância e vacinação rápida. Os casos registrados recentemente foram importados ou associados a viagens internacionais.
O Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo intensificaram a vacinação contra o sarampo em locais de grande circulação na capital (como pontos de alto fluxo), como medida de prevenção diante do cenário epidemiológico global e regional. Até dezembro de 2025, o estado registrou cerca de 1,4 mil notificações da doença, com 359 apenas no município de São Paulo, incluindo dois casos importados confirmados.
No Brasil, a vacina tríplice viral (protege contra sarampo, caxumba e rubéola) faz parte do calendário básico de vacinação do SUS e é essencial para manter a proteção coletiva da população. A Opas recomenda que a cobertura vacinal chegue a 95% para prevenir surtos — meta que ainda precisa ser ampliada em várias localidades.